*** Tudo o que fizermos, para o bem ou mal, a nós retornará triplicadamente e nesta encarnação. ***

Nota de repúdio

segunda-feira, 23 de julho de 2012


Por Grazieli M. Piva e Rodrígo F. Piva

É muito triste quando as pessoas tem acesso às inúmeras formas de comunicação e não conseguem nem sequer fazer a interpretação do que foi lido. Covens questionam como é dentro do outro coven e saem fazendo estardalhaços como se o que o outro coven pratica fosse lei absoluta da religião e publicam comentários em redes sociais criticando, julgando, retalhando e até inventando coisas sobre integrantes do coven que nem sequer conhecem e acabam por si só, por causa de um mal comportamento isolado, afirmando a famosa caracterização que o cristianismo prega e que está descrita no dicionário (Bruxa – megera, feiticeira, mulher feia e cruel) sendo capaz de macular a imagem de seus companheiros praticantes.

Dentro deste contexto atacam de forma insana como sendo vítimas.

Coven, entende-se que é um grupo organizado para a prática da wicca normalmente com ritos particulares e peculiares ao coven. Sendo assim, a troca de informações entre covens é importante e crucial para manutenção da Arte. Entretanto respeitando a prática, a escolha e a organização de cada um. Abarcando a única verdade absoluta: que o compromisso de um coven é sério, diacrônico, sólido e ilibado.

Então compreendo que ainda dispomos de pré-conceitos e julgamentos maliciosos dentro de uma comumente teia que é o paganismo. E o incômodo é que está ocorrendo entre os mais interessados na difusão, entre os próprios praticantes da religião.

Acreditava que por ser uma prática livre, seria por fim sem concepções acirradas, pejorativas entre seus praticantes, distintos de covens ou grupos. 

Caímos em discordância quando somos assim expostos em redes sociais.

Gostaria de frisar que uma prática religiosa seja ela de qual credo for: cristão católico, evangélico, pagão, hinduísmo, budismo, taoismo, xamanismo, druidismo, stregheria...  se faz na maioria das vezes em contatos sociais para a invocação, oração, culto, missa, encontro, mantra, devoção, novena, adoração, meditação, e mentalização, porém mesmo estando em presença social normalmente cada aspecto de contato com o divino se faz por ele mesmo, individualmente pois religião é a conexão do indivíduo com o seu deus e ponto.

Nos vinculando ao princípio de prática, compreende-se que é uma experiência adquirida pela ação, nos reportando a ideia que o divino faz parte de nós estamos atentos a ele em todas as formas existenciais e praticamos de forma muito particular, sendo malicioso trocar entre os covens ideias num bate papo particular e depois postar publicamente de forma psicopata distorcendo o assunto e desrespeitando a opinião alheia. 

Em relação aos livros, aos estudos e as práticas, não importa o tempo que é dedicado ao estudo e sim o proveito que é retirado dele. Não adianta saber decodificar os símbolos alfabéticos lendo e não saber interpretar com coesão o que foi lido. Pois um livro nos norteia e nos orienta sobre a Arte, porém é somente teoria, a prática é construída diariamente.

Felizmente, somos parte de um todo. E ninguém sabe tanto que não possa aprender e ninguém sabe tão pouco que não possa ensinar. A vida é simplista, não perdemos tempo batendo boca com crentes, testemunhas de Jeová e nem mesmo há 22 anos (vinte e dois anos) com nossos pais quando nos forçavam fazer orações feitas, frequentar o catecismo e nós insistíamos em ficar com os pés descalços na terra, colhendo flores, fazendo fogueiras no quintal, brincando com os animais e discordando do deus e assimilando como deusa, porque na mente de uma criança sempre quem gera a vida é a mãe, entre outras características e processos que foram evoluindo com o passar dos anos e sofreram retalhações por ser diferente da religião tradicional da família, sendo aceito com muito estudo e explicações do que é ser bruxo.
Simplista tão simplista, que políticas de grupo não alteram em nada nosso comportamento, por que temos um grupo, porque nos sentimos bem estando na presença do outro, para trocarmos conhecimento, para esclarecer dúvidas, para invocar o divino entre outras delícias de ser pagão, não para influenciar nosso status ou competir seja lá de que forma for.

A teia do paganismo vai além dessa impostura. Nós nunca procuramos outro coven, por que como coven somos recentes, mas como pagãos somos desde vidas anteriores. Me decepciona muito ao perceber que mesmo como prática livre, não dogmática e sem preconceitos ainda ocorrem esses circos que são desnecessários, cansativos e com característica cristã.

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