*** Tudo o que fizermos, para o bem ou mal, a nós retornará triplicadamente e nesta encarnação. ***

Os Sabbats Híbridos

sábado, 19 de maio de 2012

Por Mavesper Cy Ceridwen

Tendo em vista a polêmica das celebrações pelas datas do hemisfério norte, sul ou o sistema misto, é freqüente que os wiccanianos brasileiros encontrem dificuldades para celebrar em conjunto. Embora muitos solitários desejem encontros nos Sabbats, a dificuldade de cada um celebrar por este ou aquele sistema, acaba impedindo ou dificultando muito essa reunião.

A análise de Roda do Ano e sua estrutura circular foram objeto de longas reflexões e estudos por nós.


Dessa análise nos resultou uma proposta de conciliação das diversas opções de celebração, desenvolvendo o que denominamos SABBATS HOLÍSTICOS.

Os Sabbats Holísticos são reflexos de nossos estudos sobre a correspondência astrológica da Roda do Ano.

Como o Zodíaco, cremos que a Roda do Ano é universal, e guarda com o mapa astrológico profundas afinidades. Embora haja 12 signos e apenas 8 sabbats, é indiscutível que a estrutura circular da Roda e do Mapa Astrológico fala de uma série de pares de opostos, que guardam entre si relação de complementaridade.

Nele se identificam signos e casas que expressam a oposição e complementaridade. No zodíaco falamos que há EIXOS DE COMPLEMENTARIDADE, que seriam:

- Áries/ libra - Eixo dos relacionamentos
- Touro/ escorpião - Eixo da vitalidade
- Gêmeos/ sagitário - Eixo do conhecimento
- Câncer/ capricórnio - Eixo parental
- Virgem/ peixes - Eixo das realidades

Na Roda do Ano temos 8 sabbats que correspondem a 4 celebrações que ocorrem nos equinócios e solstícios e 4 que ocorrem no signo fixo de cada elemento.

Beltane e Samhain - Eixo dos Portais
Mabon e Ostara - Eixo das Sementes
Lammas e Imbolc - Eixo da Nutrição
Yule e Litha - Eixo do Sol

O reconhecimento da oposição e complementaridade de cada sabbat permite a celebração dos Sabbats Híbridos uma celebração holística para permitir a conciliação e reunião dos wiccanianos no Brasil.

Podemos atestar a eficácia plena da celebração de SABBATS HOLÍSTICOS desde o 1º BBB, em 1999. No mesmo círculo, que reuniu 3 centenas de wiccanianos. Na ocasião, celebramos ao mesmo tempo Imbolc e Lammas, permitindo que todos os que até se reuniram celebrassem, cada um a seu modo, a Roda conforme sua opção individual.

O que se deve fazer é centrar a celebração no assunto comum dos sabbats opostos, depois realizando os ritos típicos de cada um e finalizando com a conexão com a natureza local, que especialmente no Brasil tem peculiaridades e formas mil.

Imbolc e Lammas: Se centram na Nutrição - Em Imbolc o Deus se alimenta do Leite e a Deusa é a Donzela dos grãos. No Lammas Ela é a Mãe do Milho e Ele é o Milho sacrificado, o pão que traz a vida no mundo. Fica fácil perceber a proximidade dos temas, inclusive porque em ambos os sabbats se fazem tradicionalmente bonecas de palha de milho e trigo representando a Donzela ou a Mãe.

Ostara e Mabon: São os Sabbats das Sementes, ou seja, em Mabon escolhemos e guardamos as melhores sementes, que serão plantadas no próximo Ostara. Em Ostara as sementes são possibilidades, em Mabon as sementes são a colheita, que prosseguirá o eterno ciclo.

Yule e Litha: São os Sabbats do Sol, ou do Deus. Em Litha o dia do auge do sol traz em si a semente da escuridão (pois no dia seguinte no auge se inicia o decréscimo do sol) e em Yule é exatamente o inverso: no dia máximo da escuridão nasce o Menino da Promessa que é a semente da luz, que voltará na primavera.

Beltane e Samhain são os sabbats que mais parecem opostos. Para alguém que veja o tema superficialmente pode ser difícil, à primeira vista, compreender sua relação de complementaridade. Em Beltane há o encontro sexual em que a Deusa engravida: é o tempo de concepção. No Samhain é a hora da Ceifeira, a Deusa mata o Deus Ancião; é tempo de morte, mas o Deus retorna a ele mesmo no ventre grávido da Deusa. È claríssima a relação vida/morte. Poderíamos ter optado por chamar este eixo de Sabbats da Vida e da Morte, ou até Sabbats do Ventre, mas optamos por denominá-los "Sabbats dos Portais", não só porque é pela mesma porta - o Ventre da Deusa - que se entra nos domínios da Vida e da Morte, mas também porque nessas duas ocasiões da Roda os portais entre os mundos estão abertos, possibilitando o esgarçar dos véus. Embora seja comum na literatura especializada mencionar essas ocorrências apenas no Samhain, não podemos esquecer que Litha é a Noite das Fadas, num tempo de portais abertos. Assim nossa opção é centrar a celebração dos Sabbats dos Portais no contato com os outros mundos.

(Texto de Mavesper Cy Ceridwen, Direitos Autorais registrados, proibida a reprodução sem menção da fonte. A violação de direito autoral é crime.)

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